Expansão do Metro de Lisboa continua a partir do Rato

Após alguns anos de interregno, causado pela entrada do país em falência financeira, pela crise internacional e pela chegada da troika a Portugal, vai reiniciar-se o processo de expansão da rede do Metropolitano de Lisboa (ML). Na próxima segunda-feira, o Governo, pela mão do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que tutela o ML, irá apresentar o novo plano de desenvolvimento operacional da rede do metro da capital. O Jornal Económico sabe que o prato forte do projeto de expansão passará pela ligação do Rato ao Cais do Sodré.

É o retomar de um projeto antigo, que passa pela extensão da linha amarela a partir do Rato e ligação ao Cais do Sodré, estando prevista a construção de duas novas estações, uma na Estrela e outra em Santos. Em dezembro passado, o ?Público' noticiava que esta expansão da linha amarela do Metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré deveria envolver um investimento de cerca de 215 milhões de euros, estando prevista a entrada em funcionamento deste novo troço de metro em 2021.

Com menos certeza, a outra hipótese de expansão do Metropolitano de Lisboa em cima da mesa é a extensão da linha Vermelha a partir de São Sebastião. A ideia original e também com várias décadas de tentativas frustradas é a chegada a Alcântara, mas o projeto pode ser encarado de uma forma faseada, com a abertura de um primeiro troço até Campo de Ourique. O facto de o novo plano operacional de expansão do Metro de Lisboa ir ser apresentado na estação de São Sebastião poderá ser sintomático quanto ao teor da decisão em causa.

Uma das incógnitas que permanece sobre este plano de expansão do metro da capital é a forma de financiamento encontrada pelo Executivo para avançar com este empreendimento, provavelmente o maior investimento público a lançar em Portugal desde há mais de uma década. Diversos especialistas do setor contactados pelo Jornal Económico divergiram quanto às fontes de fundos comunitários a que o Estado português poderá recorrer para financiar parte substancial deste projeto de obras públicas, desde os fundos do Portugal 2020 até às verbas disponibilizadas através do Plano Juncker.

Afastada, pelo menos para já, parece a opção delevar ou aumentar a rede do Metropolitano de Lisboa para os concelhos limítrofes de Loures, Amadora ou Odivelas.

Resta ainda a dúvida sobre como o Governo  decidiu encarar uma outra linha de expansão do metro da capital defendida por vários técnicos e especialistas, que passava por uma maior capilaridade da rede nos bairros históricos de Lisboa, como a Graça, por exemplo.

Todo o desenho da expansão do Metropolitano de Lisboa foi trabalhado em conjunto entre o Governo, por intermédio do Ministério do Ambiente, com a Câmara Municipal de Lisboa. Aliás, Fernando Medina, presidente da autarquia lisboeta, irá marcar presença na próxima segunda-feira, na sessão de apresentação do plano de expansão do ML.

in Diário Economico

Ver original


Parcerias

Arquivo