Violet Jessop: A mulher que sobreviveu a três naufrágios, incluíndo o Titanic

Em 1887, nasceu uma rapariga na Argentina que viria a se tornar famosa por ter sobrevivido a três naufrágios. Ao longo das primeiras décadas de 1900, Violet Jessop, sobreviveu ao afundamento do Olympic, do Titanic e do Britannic. Os três navios “irmãos”, com um fim trágico idêntico, pertenciam à mesma frota de navegação, a White Star Line, onde Jessop começou a trabalhar, em 1910, com 23 anos, como hospedeira de bordo.

O primeiro naufrágio ocorreu com o navio Olympic, a 20 de setembro de 1911, meses depois da sua inauguração, quando colidiu com um navio de guerra. Desta adversidade não houve registos de feridos, contudo, a hélice ficou danificada. Na altura, o Olympic foi considerado o maior navio de passageiros do mundo, com cerca de 30 metros a mais do que qualquer outro navio.

Um ano depois, Jessop reviveu o momento aterrorizador, mas desta vez a bordo do Titanic, o famoso navio que embateu contra um iceberg, em 1912, e acabou por se afundar no meio do Atlântico, provocando perto de 1,500 vítimas. O Titanic era bastante semelhante ao seu “irmão” Olympic, mas ainda maior e luxuoso.

Mas dois navios afundados não pareceram suficientes. Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, a bordo do HMHS Britannic, onde Jessop trabalhou como enfermeira, viu-se novamente envolvida num terceiro desastre, quando este atingiu uma mina marinha, acabado por se afundar em pleno Mar Egeu, na altura dos ataques alemães.

Mas como dois não foram suficientes, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Jessop viu-se novamente envolvida, quando ia a bordo do HMHS Britannic, onde trabalhou como enfermeira, e este naufragou em pleno Mar Egeu, na altura dos ataques alemães.

Três naufrágios em cinco anos e Violet Jessop, aos 28 anos, pôde contar ao mundo como sobreviveu a todos. No entanto, os incidentes não impediram a jovem camareira de voltar a viajar, embarcando mais uma vez no navio Olympic.

Em 1950, completados os 61 anos, a sobrevivente mudou-se para Sufollk, no leste de Inglaterra, deixando para trás a vida de hospedeira e a navegação. As suas memórias e experiências ficaram registadas num caderno que, após a sua morte, acabou por ser publicado com o título “Titanic Survivor” (Sobrevivente do Titanic).

in Diário Economico

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