Esta quinta-feira, a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) divulgou um estudo sobre a diferença nas taxas de consumos de água nos municípios portugueses. De acordo com a investigação, parte das autarquias penalizam as famílias mais alargadas e não têm em conta a dimensão do agregado familiar.
A associação realça que existe diferença no preço por litro da água, que há diversas autarquias a aplicam escalões progressivos ao consumo e que só 45% dos municípios tem tarifário familiar disponível.
Os casos em que a diferença é mais significativa foram registados no arquipélago dos Açores. Por exemplo, na ilha do Corvo, uma família de cinco pessoas paga, anualmente, 43 euros enquanto em Santa Cruz das Flores, uma família com o mesmo número de elementos, paga, pelo mesmo consumo, 756 euros, ou seja paga 17 vezes mais.
O relatório da APFN indica que no distrito do Porto, além dos preços altos, a maioria dos municípios tem um tarifário discriminatório para as famílias com mais filhos. Entre os piores exemplos do ?ranking' nacional estão Trofa e Santo Tirso, sendo que neste último, para um agregado familiar de dez pessoas o custo anual é de 1.258 euros, enquanto em Lisboa é de 283 euros.
Em relação ao distrito de Aveiro, uma família com cinco elementos pode pagar por ano 131 euros pela água caso viva em Oliveira de Azeméis e 431 euros se residir em São João da Madeira.
Tendo em conta que existem diferenças de preços no interior do mesmo concelho. Uma família de 3 elementos em Amarante paga anualmente 91 euros e a mesma família em Santo Tirso ou na Trofa (partilham o mesmo tarifário) pagam por ano 263 euros de água.