Os resultados líquidos do 3º trimestre da Cimpor foram negativos e ficaram 30 milhões de euros aquém do 3º trimestre de 2015. Em termos acumulados registaram uma perda de 589 milhões de euros, marcados pela a imparidade de 452 milhões no goodwill (Brasil) registada no 2º trimestre de 2016. Em 2015, e até setembro, o prejuízo da Cimpor tinha sido de 42,7 milhões.
A cimenteira revela ainda em comunicado que o efeito cambial adverso marcou a evolução face ao ano anterior.
O fluxo de caixa no 3º trimestre (- 17 milhões de euros) regrediu face ao 3º Trimestre de 2015 (23 milhões), mas recuperou face ao 1º semestre de 2016 ? eficiência de fundo de maneio e disciplina de CAPEX. Já o fluxo de caixa nos 9 meses de 2016 foi negativo em 234 milhões de euros.
As perspetivas favoráveis materializaram-se, diz a Cimpor. A América do Sul liderou a recuperação no 3º trimestre face ao trimestre anterior. As vendas de cimento e clínquer aumentaram 8%, o volume de negócios beneficiou de um ajuste de preços, subindo 9%, e EBITDA cresceu 5%.
No trimestre entre julho e setembro, a Cimpor registou um prejuízo de 60,7 milhões, o que compara contra com um prejuízo de 29,9 milhões no mesmo período de 2015.
A Cimpor apresentou em Setembro um capital próprio consolidado negativo em 257 milhões ? era positivo em 309 milhões no final de 2015. Por força da imparidade com o goodwill do Brasil , o que não se verificou nas contas individuais da Cimpor, onde esta rubrica ascendeu a 1.191 milhões de euros.
A dívida líquida da Cimpor ascendeu a 3.421 milhões de euros. Ainda que apenas 4% acima de 30 de setembro de 2015, apresenta-se 11% superior a 31 de dezembro de 2015 – comparações penalizadas pelo efeito das flutuações cambiais, diz a empresa detida pela Camargo Corrêa.