Lisboa em queda de 0,21% acompanha Europa

O PSI-20 caiu 0,21% para 4.395,09 pontos, com sete cotadas em queda, 10 em alta e uma inalterada. O BCP liderou as quedas -3,43% para 1,22 euros por ação. Na Europa a banca também esteve na generalidade com perdas.

Lisboa acompanha assim o movimento generalizado da Europa. Em Espanha o IBEX caiu 0,56% (puxado pela banca), a Alemanha viu o seu índice fechar nos 10.663,87 pontos (-0,66%); Londres terminou a sessão nos 6.749,72 pontos (-0,63%); O CAC 40 fechou nos 4.501,14 pontos (-0,78%); e o FTSE MIB caiu 0,73%.

Os índices globais também em perdas: Euro Stoxx 50 fecha nos 3.026,36 pontos (-0,77%) e o Stoxx 600 caiu 0,20%.

Em Lisboa o dia foi marcado pela aprovação do Orçamento pela Comissão Europeia e pela ida ao mercado de dívida de curto prazo de Portugal, com o país a conseguir emitir dívida com juros negativos na maturidade a seis meses.

A Comissão Europeia aprovou hoje a proposta de Orçamento do Estado para 2017, apesar de ter identificado riscos de incumprimento que considerou serem “contidos”, e decidiu não apresentar qualquer proposta de suspensão de fundos a Portugal (e a Espanha), após concluir que, em função da “ação efetiva” realizada pelas autoridades nacionais, o procedimento por défice excessivo deve ser suspenso.

Sobre a emissão de Bilhetes do Tesouro, o gestor do Banco Carregosa, Filipe Silva disse que “as taxas subiram ligeiramente face aos leilões anteriores, num movimento que acompanha a curva de toda a dívida europeia nas últimas sessões. Houve um ajuste em praticamente todos os países,  e as BT seguem as obrigações.  A procura foi muito boa, dado que o risco ? por se tratar de títulos de curto prazo ? também não é grande. Ainda assim, é melhor ter dívida de curto prazo  com um juro negativo de 0,027% do que depositá-lo no BCE e perder 0,4%. Aqui pode residir a explicação para o sucesso deste leilão: as compras feitas pelos bancos que preferem estas BT a ter que depositar a liquidez no BCE."

Já Tiago Costa, gestor da XTB, disse que “Portugal voltou hoje aos mercados para colocar 1,5 mil milhões de euros de dívida de curto prazo, não tendo havido grandes diferenças entre as últimas colocações do mesmo grau temporal. Embora a procura tenha sido maior, a ‘yield’ gerada acabou por ser muito similar. Neste tipo de colocações de curto prazo é difícil assistir a grande evoluções, sendo que teria sido interessante perceber de que forma uma colocação de longo prazo teria excedido as expectativas, já que o clima de apetite pelo risco é grande após a eleição de Donald Trump, com os índices a subir desde quarta-feira da semana passada e a aliviar as ‘yields’ dos periféricos”.

O petróleo Brent, referência na Europa, cai 0,58% para os 46,68 dólares o barril.

in Diário Economico

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