No dia em que se comemora o Dia Internacional da Tolerância, o Chefe de Estado assinala que constitui "uma oportunidade ímpar" para se proceder a uma "reflexão conjunta" sobre este valor e os princípios do diálogo entre os seres humanos. Marcelo Rebelo de Sousa defende ainda que a tolerância deve ser posta em prática todos os dias.
"Este valor humano só ganha pleno significado se for posto em prática todos os dias. Marcelo propõe uma reflexão conjunta sobre o tema", lê-se na mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa, divulgada na página da Presidência da República na Internet.
Na mensagem, o Presidente da República considera que este dia, assinalado em todos os países do mundo, "constitui uma oportunidade ímpar para procedermos a uma reflexão conjunta, serena e liberta de paixões, sobre o valor da tolerância e os princípios do diálogo entre os seres humanos, a coexistência pacífica, a justiça social e a solidariedade entre os povos".
Marcelo Rebelo e Sousa acrescenta ainda que num tempo de globalização, "a tolerância não se pode construir a nível meramente local ou sequer nacional". E frisa: "como princípio universal que é, a tolerância perante o outro, perante a sua diversidade e a sua alteridade, deve ser concebida e praticada mundialmente".
Sobre a prática deste valor a nível nacional, o Chefe de Estado não tem dúvidas em afirmar que "Portugal orgulha-se legitimamente da sua tradição de tolerância e de inclusão, de respeito pelo diverso e plural", concluindo que "é nesta comunhão de Humanidade que devemos festivamente celebrar este Dia da Tolerância, na certeza de que este valor humano só ganha pleno significado se for posto em prática todos os dias".
Há 21 anos que se comemora a tolerância O Dia Internacional para a Tolerância foi instituído pela ONU como sendo o dia 16 de Novembro de cada ano, em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 12 deste mês, em 1995, tendo 185 Estados como signatários. Foi instituído pela Resolução 51/95 da UNESCO.
A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância. Nela os estados participantes reafirmaram a “fé nos Direitos Humanos fundamentais” e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, para tanto devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica entre os povos vizinhos.
Foi então evocado o dia 16 de Novembro, quando da assinatura da constituição da UNESCO em 1945. Remetia, ainda, à Declaração Universal dos Direitos Humanos que defende que "todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18)", bem como que "todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19)" e que "a educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26)".